Prêmio LiteraCidade

Projeto dos professores Abilio Pacheco e Deurilene Sousa – organizadores da Antologia Literária Cidade. Para saber mais e fazer inscrições clique na imagem. Participe!

Poemas, contos e crônicas – tema livre.

Versos Satânicos de Salman Rushdie

Versos Satânicos é um livro maravilhoso, acredito que ao ler deveríamos abrir nossos olhos para além do mundo muçulmano, embora este seja o foco no qual tudo o mais de desenrola, muitas de nossas crenças primitivas nos tornam diabólicos no nosso dia-a-dia.
Dois sobreviventes de um acidente aéreo se metamorfoseiam, um em diabo, o outro em anjo, o mágico e o real se misturam ao explorar o ser humano e suas facetas.

TRECHOS:

“Pergunta: O que é o oposto da fé?
Não é a descrença. Definitiva demais, exata, fechada. Ela própria uma espécie de crença.
É a dúvida.” (pág. 105)

“Alguma coisa deve estar profundamente deslocada na vida espiritual do planeta, pensou Gibreel Farishta. Demônios demais dentro das pessoas que alegam acreditar em Deus.” (pág. 213)

“[...] O que rejeitava era que ele e Gibreel fossem retratados como monstruosos. Monstruosos, pois sim: que idéia mais absurda. Existiam monstros de verdade no mundo – os ditadores que assassinavam em massa, os estupradores de crianças, o Esquartejador de Velhinhas. [...]

E outros monstros também, não menos reais que os demônios dos jornais: dinheiro, poder, sexo, morte, amor. Anjos e demônios – quem precisava deles? ‘Para que demônios quando o próprio homem é um demônio?’, perguntou, em seu sótão em Tishevitz, o ‘último demônio’ do prêmio Nobel, Singer. A isso muito-o-que-dizer-contra-e-a-favor, sentia vontade de acrescentar: ‘E para que anjos, se o homem é angélico também?’. (Se isso não fosse verdade, como explicar, por exemplo o Esboço de Leonardo? E Mozart seria na verdade Belzebu com uma peruca empoada?) Mas tinha de admitir, e essa era sua posição original, que as circunstâncias da nossa época não exigiam nenhuma explicação diabólica.” (pág. 442)

RUSHDIE, Salman. OS VERSOS SATÂNICOS. Trad. Misael Dursan. São Paulo: Companhia das Letras, 2008.

Eu queria que o mundo fosse bobo

Para mim seria preferível ver os adultos se comportando como crianças do que se comportando como adultos. Quem dera vê-los não levando a vida tão a sério! A brincadeira deveria ser séria, o trabalho não! Porque o trabalho é apenas uma necessidade básica: construir casas, fabricar carros, eletrodomésticos, fazer roupas. Isso tudo só serve para vivermos de forma confortável, alimentados, higienizados e podermos dormir bem e agasalhados. Brincadeira é coisa séria porque é o exercício da nossa saúde mental.
Precisamos brincar deveras para sabermos quem somos e quais as nossas atribuições. Ao brincar de “mocinho e bandido” podemos trocar de papel para entendermos o outro personagem, sempre complexo. Ao final da brincadeira voltamos a ser nós mesmos, nem mocinho, nem bandido. Quando há divergências ou brigas, há choro, puxões de cabelo, contudo, basta alguém dizer hora do lanche e estamos todos novamente unidos, felizes e desculpados.
Para os adultos que não brincam é bobagem tudo isso, mas o mundo seria bem melhor para se viver se fosse mais bobo e menos sério.

Não precisa levar o texto a sério: brinque!

A difícil habilidade de ser um pamonha

Não é fácil ser pamonha, para ser pamonha só sendo muito esperto. Tem que ter também certa compaixão para com os espertos, ou melhor, que se acham espertos, pois o pamonha sempre sabe que está sendo passado para trás – o problema é que o pamonha deixa acontecer.

Todo pamonha, incluindo as pamonhas, é na realidade um carente. É uma carência tamanha que o faz preferir ser ludibriado, enganado, traído, que brigar e correr o risco de perder um amigo ou a companheira.

Não é fácil ver a cara do mentiroso, saber de tudo, desde o motivo – sim, pois o pamonha é um sensitivo – e fingir ignorar completamente, aceitar as desculpas mais esfarrapadas, só para não expor o outro, para poupá-lo de perceber que é um idiota completo usando de toda a sua inteligência para passar a perna em alguém, enquanto o pamonha já percebeu, mas vai fingir que não, e finge tão bem, que até ele mesmo acredita que não passa de um pamonha. O que ele não sabe explicar é porque fica calado e aceita, mas que todo pamonha sabe que está sendo enganado, ah isso sabe.

Eu sempre sei. Sempre. Às vezes, tenho vontade de dizer: ” Ô esperto, faz-me rir”. Mas fica tudo engasgado, escondo os olhos que tudo sabem e mostro o sorriso amarelo. Deixa para lá. Quem sabe, não seja perda de tempo mostrar para o esperto que ele é, na verdade, o mais pamonha dos pamonhas.

A Arte de Amar – Erich Fromm

Não resisti! Estou lendo esta obra essencial para qualquer ser humano e gostaria de compartilhá-la. Eu prefiro o formato livro, mesmo o meu velhinho e todo riscado… O importante é não deixar de ler!

Discurso de Isabel Allende: Histórias de paixão

Este vídeo me foi indicado pelo amigo Arnaldo Norton do blog Rosa dos Ventos.

Clique em View subtitles para escolher a legenda.

Para sempre teu, Caio F.

Eu quero muito ler este livro de Paula Dip e ver o documentário também. Caio Fernando Abreu é simplesmente fantástico, desde o meu primeiro contato com sua obra apaixonei-me incuravelmente.

Até as próximas férias!

Eu e minha bela avó prontas para o Reveillon

Meu pedacinho do Pará voltou para casa. Enquanto minha avó esteve aqui, a fala do Pará, o cheiro do Pará e seus sabores estiveram pela sala, pelo quarto, pela cozinha. Agora, paira um vazio brasiliense sobre todos os cômodos.

II Coletânea Scriptus: A Livre Escrita

Se você tem dúvidas quanto ao que dar de presente neste Natal, dê um livro!

Exemplares da coletânea podem ser adquiridos diretamente comigo, entre em contato.

Saiba mais visitando a página da II Coletânea na Editora Novitas

Lançamento da Nova Águia nº4 em Brasília

Nova Águia na Feira do Livro de Brasília, dia 29 de novembro

Blogagem Coletiva “Abre Aspas” terceira edição: Mário Gomes

Eu participo do “Abre Aspas” com o blog vERSOS bÁRBAROS, mas devido a alguns leitores terem vindo visitar este blog, estou publicando a postagem aqui também. Boa leitura!

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Ação gigantesca

à Ana Maria Dantas

Beijei a boca da noite
e engoli milhões de estrelas.
Fiquei iluminado.
Bebi toda a água do oceano.
Devorei as florestas.
A Humanidade ajoelhou-se aos meus pés,
pensando que era a hora do Juízo Final.
Apertei, com as mãos, a Terra,
Derretendo-a.
As aves em sua totalidade
voaram para o Além.
Os animais caíram no abismo espacial.
Dei uma gargalhada cínica
e fui descansar na primeira nuvem
que passava naquele dia
em que o sol me olhava assustadoramente.
Fui dormir o sono da eternidade.
E me acordei mil anos depois,
por detrás do Universo.

(1º lugar no festivel Cearense de Poesias.)

* Mario Gomes é um poeta cearense, que infelizmente, hoje vive a perambular pelas ruas de Fortaleza devido à problemas mentais adquiridos durante uma vida de incompreensões e intolerância. Mário Gomes está com 62 anos.

Mestre Verequete

O ritmo afro-indígena mas popular do Estado do Pará, o carimbó, foi introduzido por Mestre Verequete que faleceu no último dia 3 de novembro.

Posto aqui o documentário como forma de homenagear ao mestre e ao carimbó, que eu amo apaixonadamente.

Direção: Luiz Arnaldo Campos, Rogério Parreira
Tipo: Documentário
Formato: 35mm
Ano Produção: 2002
Origem: Brasil (PA)
Cor / PB: cor
Duração: 18 min.

Nova Águia Nº 4 – Pascoaes, Portugal e a Europa

Nova Águia nº 4 - Pacoaes, Portugal e a Europa.

Nova Águia nº 4 - Pascoaes, Portugal e a Europa.

Programação do Lançamento da edição 4 da Revista de Cultura Nova Águia. Visite o blog Nova Águia.

Recordações

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“O corpo lembra, os ossos se lembram, as articulações se lembram. Até mesmo o dedo mínimo se lembra. A memória se aloja em imagens e sensações nas próprias células. Como uma esponja cheia de água, em qualquer lugar que a carne seja pressionada, torcida ou mesmo tocada com leveza, pode jorrar dali uma recordação.” (ESTES, Clarissa Pinkola. MULHERES QUE CORREM COM OS LOBOS: Mitos e histórias do arquétipo da mulher selvagem, pág.251)

Eu fecho os olhos e ouço o barulho das águas. Minha infância foi marcada pelo som das águas: ondas na praia, cachoeiras, chuva no telhado, banhos no quintal, versos de canção, ser pisciana. Quando mergulho no mar encontro-me envolta por uma mãe, mãe das águas. Talvez por isso não tenha medo do mar, embora o respeite. Felizes são, na maoria das vezes, os momentos embaixo da água. Contudo, minhas lágrimas também já estiveram ali confundidas. Outras tantas emergi renovada, de alma limpa. Ainda hoje, pego-me a lavar o rosto quando estou angustiada, a refletir questões frente ao espelho do banheiro – refrescar a cabeça, literalmente.

Em alguns momentos da minha vida o mar foi testemunha do amor. Foram amores abençoados por águas doces e salgadas. Fui feliz. Agora as águas seguem novo curso e aguardo o que me reserva o futuro em um próximo mergulho.

A Livre Escrita – II Coletânea Scriptus

Em breve, II Coletânea Scriptus – A Livre Escrita, organizada por David Nóbrega e Letícia Coelho. Fiquem atentos às novidades na página da Editora Novitas.

II Coletânea Scriptus - A Livre Escrita

II Coletânea Scriptus - A Livre Escrita

15 autores de diferentes estilos, clique na imagem para conhecer um pouco da biografia de cada autor na página da Editora Novitas.

Foco Femina: recebi meu zine!

Capa: Foco Femina de Lunna Guedes

Capa: Foco Femina de Lunna Guedes

Recebi da minha queridíssima Lunna Guedes o zine de poesia Foco Femina. A minha opinião? Bem, está na contra-capa! Obrigada, Lunna, fiquei muito feliz com o presente! Beijos e Flores para você!

A poesia de Lunna Guedes verte lágrimas, lâminas e corta a carne noite a fora de forma delicada. A inquietude da mulher é a matéria-prima de Foco Femina, que aparece despida, porém, segura de si palavra por palavra, posto que encara a própria pele, como diz um de seus versos. Vê-se uma literatura com alma, pela construção dos poemas, pelas temáticas abordadas.

Esta “Menina de primaveras tantas” trás um buquê de ricas metáforas em versos precisos (“Há o silêncio que hoje se apressa em tua pele/… feito trovão que invade a tarde!” ou ” Meu cansaço é um coração vazio,/pulsando reclamações na madrugada…”). Uma poesia atemporal, onde a verdade feminina e seus medos, angústias, solidão estão presentes para leitoras de todos os tempos, mulheres que “[...]seguem em direções várias” e “você que foi tantas/… foi outra!/ E nunca você mesma!”. Lunna mostra que “É preciso silenciar as dores/ calar as angústias/ Fechar as portas” para se reencontrar por meio da catarse em felinas poesias.

Adriana Costa

I Coletânea ScriptuS nas ondas do rádio

Entrevista de David Nóbrega e Letícia Coelho para a rádio Rádio Santa Cruz , convidados por Ari Trennepoh para falar sobre a Editora Novitas, I Coletânea Scriptus, livros e projetos futuros!

Entrevista de Letícia e David à Rádio Santa Cruz em 31-03-2009

Capa da I Coletânea ScriptuS - Balaio de Idéias

Capa da I Coletânea ScriptuS - Balaio de Idéias

Clique na imagem e entre em contato com os autores para adquirir o seu exemplar. Para comprar comigo envie uma mensagem para srta.adrianacosta@gmail.com

Lançamento: Nova Águia 3

Nova Águia 4

Nova Águia 3

Confira o lançamento da nova edição da revista Nova Águia: O legado de Agostinho da Silva quinze anos após sua morte (clique na imagem).

Ciclo de palestras Dalcídio Jurandir

CICLO DE PALESTRAS DALCÍDIO JURANDIR:
100 ANOS DO “ELEGANTE FIDALGO DAS VASTIDÕES MARAJOARAS”

Ocorrerá nos dias 25 e 26 de Março, no Auditório Central do Campus Belém do IFPa (antigo CEFET).

O evento é organizado pela Assessoria de Comunicação e pela Coordenação de Letras do IFPa.

Haverá certificação (20 horas) e as inscrições (de valor simbólico) podem ser feitas na sala da ASCOM, bloco I – térreo.

As vagas são limitadas! Confira a programação, faça o download do folder ou do cartaz.

Abilio Pacheco
www.abiliopacheco.com.br ifpa-logo

II CIELLA

II CIELLA

II CIELLA

Belém, 6 a 8 de abril de 2009

(para mais informações clique no logo)

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