II Coletânea Scriptus: A Livre Escrita

2009 Novembro 26
por Adriana Costa

Se você tem dúvidas quanto ao que dar de presente neste Natal, dê um livro!

Exemplares da coletânea podem ser adquiridos diretamente comigo, entre em contato.

Saiba mais visitando a página da II Coletânea na Editora Novitas

Lançamento da Nova Águia nº4 em Brasília

2009 Novembro 26
por Adriana Costa

Nova Águia na Feira do Livro de Brasília, dia 29 de novembro

Blogagem Coletiva “Abre Aspas” terceira edição: Mário Gomes

2009 Novembro 9
por Adriana Costa

Eu participo do “Abre Aspas” com o blog vERSOS bÁRBAROS, mas devido a alguns leitores terem vindo visitar este blog, estou publicando a postagem aqui também. Boa leitura!

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Ação gigantesca

à Ana Maria Dantas

Beijei a boca da noite
e engoli milhões de estrelas.
Fiquei iluminado.
Bebi toda a água do oceano.
Devorei as florestas.
A Humanidade ajoelhou-se aos meus pés,
pensando que era a hora do Juízo Final.
Apertei, com as mãos, a Terra,
Derretendo-a.
As aves em sua totalidade
voaram para o Além.
Os animais caíram no abismo espacial.
Dei uma gargalhada cínica
e fui descansar na primeira nuvem
que passava naquele dia
em que o sol me olhava assustadoramente.
Fui dormir o sono da eternidade.
E me acordei mil anos depois,
por detrás do Universo.

(1º lugar no festivel Cearense de Poesias.)

* Mario Gomes é um poeta cearense, que infelizmente, hoje vive a perambular pelas ruas de Fortaleza devido à problemas mentais adquiridos durante uma vida de incompreensões e intolerância. Mário Gomes está com 62 anos.

Mestre Verequete

2009 Novembro 7
por Adriana Costa

O ritmo afro-indígena mas popular do Estado do Pará, o carimbó, foi introduzido por Mestre Verequete que faleceu no último dia 3 de novembro.

Posto aqui o documentário como forma de homenagear ao mestre e ao carimbó, que eu amo apaixonadamente.

Direção: Luiz Arnaldo Campos, Rogério Parreira
Tipo: Documentário
Formato: 35mm
Ano Produção: 2002
Origem: Brasil (PA)
Cor / PB: cor
Duração: 18 min.

Nova Águia Nº 4 – Pascoaes, Portugal e a Europa

2009 Outubro 11
por Adriana Costa

Nova Águia nº 4 - Pacoaes, Portugal e a Europa.

Nova Águia nº 4 - Pascoaes, Portugal e a Europa.

Programação do Lançamento da edição 4 da Revista de Cultura Nova Águia. Visite o blog Nova Águia.

Recordações

2009 Agosto 21
por Adriana Costa
wallpapermoz

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“O corpo lembra, os ossos se lembram, as articulações se lembram. Até mesmo o dedo mínimo se lembra. A memória se aloja em imagens e sensações nas próprias células. Como uma esponja cheia de água, em qualquer lugar que a carne seja pressionada, torcida ou mesmo tocada com leveza, pode jorrar dali uma recordação.” (ESTES, Clarissa Pinkola. MULHERES QUE CORREM COM OS LOBOS: Mitos e histórias do arquétipo da mulher selvagem, pág.251)

Eu fecho os olhos e ouço o barulho das águas. Minha infância foi marcada pelo som das águas: ondas na praia, cachoeiras, chuva no telhado, banhos no quintal, versos de canção, ser pisciana. Quando mergulho no mar encontro-me envolta por uma mãe, mãe das águas. Talvez por isso não tenha medo do mar, embora o respeite. Felizes são, na maoria das vezes, os momentos embaixo da água. Contudo, minhas lágrimas também já estiveram ali confundidas. Outras tantas emergi renovada, de alma limpa. Ainda hoje, pego-me a lavar o rosto quando estou angustiada, a refletir questões frente ao espelho do banheiro – refrescar a cabeça, literalmente.

Em alguns momentos da minha vida o mar foi testemunha do amor. Foram amores abençoados por águas doces e salgadas. Fui feliz. Agora as águas seguem novo curso e aguardo o que me reserva o futuro em um próximo mergulho.

A Livre Escrita – II Coletânea Scriptus

2009 Julho 27
por Adriana Costa

Em breve, II Coletânea Scriptus – A Livre Escrita, organizada por David Nóbrega e Letícia Coelho. Fiquem atentos às novidades na página da Editora Novitas.

II Coletânea Scriptus - A Livre Escrita

II Coletânea Scriptus - A Livre Escrita

15 autores de diferentes estilos, clique na imagem para conhecer um pouco da biografia de cada autor na página da Editora Novitas.

Foco Femina: recebi meu zine!

2009 Maio 27
por Adriana Costa
Capa: Foco Femina de Lunna Guedes

Capa: Foco Femina de Lunna Guedes

Recebi da minha queridíssima Lunna Guedes o zine de poesia Foco Femina. A minha opinião? Bem, está na contra-capa! Obrigada, Lunna, fiquei muito feliz com o presente! Beijos e Flores para você!

A poesia de Lunna Guedes verte lágrimas, lâminas e corta a carne noite a fora de forma delicada. A inquietude da mulher é a matéria-prima de Foco Femina, que aparece despida, porém, segura de si palavra por palavra, posto que encara a própria pele, como diz um de seus versos. Vê-se uma literatura com alma, pela contrução dos poemas, pelas temáticas abordadas.

Esta “Menina de primaveras tantas” trás um buquê de ricas metáforas em versos precisos (“Há o silêncio que hoje se apressa em tua pele/… feito trovão que invade a tarde!” ou ” Meu cansaço é um coração vazio,/pulsando reclamações na madrugada…”). Uma poesia atemporal, onde a verdade feminina e seus medos, angústias, solidão estão presentes para leitoras de todos os tempos, mulheres que “[...]seguem em direções várias” e “você que foi tantas/… foi outra!/ E nunca você mesma!”. Lunna mostra que “É preciso silenciar as dores/ calar as angústias/ Fechar as portas” para se reencontrar por meio da catarse em felinas poesias.

Adriana Costa

I Coletânea ScriptuS nas ondas do rádio

2009 Abril 2
por Adriana Costa

Entrevista de David Nóbrega e Letícia Coelho para a rádio Rádio Santa Cruz , convidados por Ari Trennepoh para falar sobre a Editora Novitas, I Coletânea Scriptus, livros e projetos futuros!

Entrevista de Letícia e David à Rádio Santa Cruz em 31-03-2009

Capa da I Coletânea ScriptuS - Balaio de Idéias

Capa da I Coletânea ScriptuS - Balaio de Idéias

Clique na imagem e entre em contato com os autores para adquirir o seu exemplar. Para comprar comigo envie uma mensagem para srta.adrianacosta@gmail.com

Lançamento: Nova Águia 3

2009 Março 30
por Adriana Costa
Nova Águia 4

Nova Águia 3

Confira o lançamento da nova edição da revista Nova Águia: O legado de Agostinho da Silva quinze anos após sua morte (clique na imagem).

Ciclo de palestras Dalcídio Jurandir

2009 Março 22
por Adriana Costa

CICLO DE PALESTRAS DALCÍDIO JURANDIR:
100 ANOS DO “ELEGANTE FIDALGO DAS VASTIDÕES MARAJOARAS”

Ocorrerá nos dias 25 e 26 de Março, no Auditório Central do Campus Belém do IFPa (antigo CEFET).

O evento é organizado pela Assessoria de Comunicação e pela Coordenação de Letras do IFPa.

Haverá certificação (20 horas) e as inscrições (de valor simbólico) podem ser feitas na sala da ASCOM, bloco I – térreo.

As vagas são limitadas! Confira a programação, faça o download do folder ou do cartaz.

Abilio Pacheco
www.abiliopacheco.com.br ifpa-logo

II CIELLA

2009 Março 11
por Adriana Costa
II CIELLA

II CIELLA

Belém, 6 a 8 de abril de 2009

(para mais informações clique no logo)

Vale a pena conferir – Etnodoc

2008 Dezembro 10
por Adriana Costa

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Documentários Etnográficos sobre Patrimônio Cultural Imaterial

15 documentários foram premiados na 1ª edição do Etnodoc apresentado na TV Brasil. Confira no site (clique na imagem) para ver a programação.

Se todo país tem o presidente que merece…

2008 Dezembro 5
por Adriana Costa

… o Brasil “sifú”…

Educação imediata!

2008 Novembro 1
por Adriana Costa

Educação imediata, é disso que o Brasil precisa. O novo vestibular da Universidade de Brasília não prova que a educação está melhor, não prova nada, apenas elitiza ainda mais a universidade pública. Professores despreparados para lecionar até as disciplinas básicas, realidade da periferia do Distrito Federal, precisam de condições para ministrar as novas matérias exigidas para o novo vestibular.

Em esfera nacional, segundo a revista Veja de 20 de agosto de 2008, “em comparações internacionais, os melhores alunos brasileiros ficam nas últimas colocações – abaixo da quiquasésima posição em competições com apenas 57 países”. São estas as questões para resolver na educação, que começa no ensino fundamental, e não no cursinho pré-vestibular.

Ainda na mesma matéria, dados afirmam, em relação aos professores,” no ensino fundamental básico, 52% lecionam matérias para as quais não receberam formação específica – 22% deles nunca frequentaram faculdade.” e ainda mostra 130 livros adotados nas escolas brasileiras, onde 75% contém informações distorcidas por miopías ideológicas e erros factuais.

A falsa consciência da imprensa nos faz acreditar que as escolas estão preparando os alunos, que estamos nos moldes de uma educação interdisciplinar… no entanto, presenciei alunos no 1º semestre do curso de Letras com problemas básicos como identificar desinência modo-temporal, desinência número-pessoal e  dificuldade para conjugar verbos. Detalhe: a maioria concluiu o 2º grau entre 2005 e 2007. De quem é a culpa? Todos eles não estudaram? Ou a culpa é de quem teve que aprová-los para aumentar a estatística da educação brasileira que apenas nos ilude? A persistência neste questionamento, provavelmente nos levará ao(s) culpado(s).

Um vestibular justo requer condições de competir em pé de igualdade, tanto alunos de escolas públicas quanto de privadas. Para isso, é preciso investir na formação de professores, na infra-estrutura das escolas públicas e na segurança de alunos e mestres, imediatamente.

Café Filosófico – A criança em seu mundo

2008 Outubro 29
por Adriana Costa

Sérgio Mário Cortella – Filósofo e Educador

Café Filosófico – A criança em seu mundo

Entrevista com Mário Sérgio Cortella no site Educacional

Eu falo… a língua brasileira!

2008 Outubro 19
por Adriana Costa

Costumamos chamar de “erros” certas transgressões à gramática portuguesa, já que o português é nossa língua oficial. Por que erramos? Porque não falamos a língua oficial. Mas esta explicação não é tão simples assim. Para entender tais transgressões (não me refiro aqui às gírias), voltemos um pouco à história da língua portuguesa a partir do texto “A Língua Portuguesa no Brasil” de Eduardo Guimarães.

A raiz da língua portuguesa, ou se preferirem, a semente desta,  é o indo-europeu, que gerou o itálico e daí o latim. Na Península Ibérica o latim teve contato com as línguas durante a Guerra Púnica (218 a.C.) e já transformada se relacionou com as línguas germânicas (409 a 711 d. C.), depois disso houve a invasão muçulmana que possibilitou o contato com os árabes e berberes. Os cristãos reconquistaram a Península expulsando os invasores em 1492, no entanto, estes deixaram certa influência, principalmente na língua, e até hoje usamos “alface”, “açúcar” (e azucar, no caso do espanhol), dentre outras palavras árabes. Esse latim modificado deu origem aos romances, ou línguas românicas.

Assim, com modificações e influências tão diversas, a língua, falada na região oeste da Península,  foi tomando a forma específica conhecida como galego-português, em seguida para o português, e o Condado Portugalense se tornaria Portugal.

Na Idade Média, com as Grandes Navegações (século XV a XVI), os portugueses levaram sua língua e incorporaram novas palavras nas suas relações em outros continentes: América (Brasil); África (Angola, Moçambique entre outros) e na Ásia (Macau e Timor-Leste).

O Caso Brasil:

Eduardo Guimarães apresenta-nos a evolução da língua portuguesa no Brasil a partir da subdivisão da história em 4 períodos, resumidamente descritos assim:

O primeiro período começa com a efetivação da colonização portuguesa em 1532. Neste período a língua falada pela maioria da população era o tupi, que em contato com o português, com as línguas de diversas tribos indígenas e com o holandês que estavam aqui também como colonizadores, criara as línguas gerais.

O português configurava-se como língua oficial e estava presente em documentos oficiais e era praticado no nível de administração da colônia. Este período encerra-se com a saída dos holandeses, e o segundo período caracteriza-se, principalmente, pelo convívio do português com as línguas indígenas, africanas e o português de diversas regiões de Portugal, já havendo aqui algumas medidas para subtrair as línguas gerais. Com a chegada da família real encerra-se mais este e começa o terceiro período que dentre outros fatos determinantes para tornar o português a língua mais falada na colônia, houve a criação da imprensa e a Biblioteca Nacional.

O quarto período fica marcado pela imposição da língua oficial e da língua nacional – a língua portuguesa – e do ensino da sua gramática, além de uma nova situação: a imigração (1818/1820). As línguas de imigração (alemão, italiano, japonês, coreano, holandês, inglês) entram no país com aceitação, diferentemente das línguas indígenas e africanas, justificada pelo próprio contexto social de onde partiram.

Essa confluência de línguas e as distâncias geográficas do território viabilizaram a predominância de uma ou outra influência em cada região, gerando nossa pluralidade lingüística. E Gilberto Freyre chama a atenção sobre os aspectos sociológicos nos trópicos, o autor sugere para a pesquisa lingüística,

“que se junte à sociológica ou antropológica, ambas sob o critério  ecológico. Ou seja: sob o critério de considerar-se o que nas constantes da língua portuguesa em diferentes áreas – quase todas tropicais – tem sido a ação do trópico, não por si, mas através dos modos regionais ou ecológicos de vida ou de existência ou coexistência que vem favorecendo.”

E acrescenta mais adiante

“Esse domínio cultural do homem sobre a natureza diferente da européia se fez através de uma língua em que a natureza estranha passou a ser definida, caracterizada e até interpretada de modo vivo e às vezes exato, graças a considerável assimilação de indianismos pela língua dos adventícios: os portugueses e seus descendentes nascidos nos vários brasis. E essa assimilação, com resultados de caráter estético que só têm feito enriquecer a língua portuguesa, como língua literária.”

Outra trecho importante no texto de Gilberto Freyre:

“Quando me refiro ao ideal de vida desenvolvido pelo português em contacto assim íntimo com o trópico, não posso esquecer-me das páginas recentes em que um intelectual português residente há anos no Brasil – o professor Agostinho da Silva – sugere que, a partir do século XVII, começou a haver, no Brasil, para muitos portugueses, um “Portugal ideal” em contraste com o “Portugal real”. São páginas merecedoras da melhor atenção brasileira, as que o autor de Reflexão à margem da literatura portuguesa consagra a esses dois portugais, dos quais o “Portugal  ideal” teria se desenvolvido principalmente no Brasil, com Antônio Vieira e Alexandre de Gusmão, com Pero Vaz e Pero Lopes. Poderia ter acentuado o erudito português que com a mística ou a política desse “Portugal ideal” desenvolveu-se nos Brasis – ou no Brasil – uma língua portuguesa que se abriu, como talvez nenhuma outra, das européias, ao “saber de experiência feito” de não-europeus já integrados em espaços e ambientes tropicais. E aqui me encontro de novo em assunto hoje de minha predileção que é o de ter a civilização portuguesa deixado de ser apenas européia, primeiro sob a sugestão, depois sob o impacto, do trópico: impacto que vem atingindo em cheio a língua portuguesa. Inclusive a sua estética. Sua forma. Suas predominâncias de formas e até de cores.”

E conclui que a literatura brasileira tem estado mais “ligada a experiências especificamente brasileiras” do que em períodos em que predominava um academicismo europeu, ou como o autor prefere, subeuropeu.

Tudo isso para justificar nossas transgressões lingüísticas? Mais do que isso, para ressaltar nossa autenticidade lingüística, que embora não seja oficial, é a língua da nação brasileira: lusófonos sim, mas de língua portuguesa brasileira. As mutações a que a língua é passível continuam acontecendo, veja-se a era tecnológica a aumentar nosso vocabulário a cada dia com termos emprestados, principalmente do inglês. A evolução – digo evolução, mas não necessariamente positiva ou negativa – é inevitável.

Os acordos ortográficos facilitam os intercâmbios políticos por meio de uma documentação oficial padronizada, mas nem por isso haverá um adeus às diferenças, pois são as diferenças que tornam as relações humanas ainda mais interessantes lingüística e culturalmente.

Obras consultadas:

FREYRE, Gilberto. Vida, forma e cor. 2 ed. Rio de Janeiro: Record, 1987.

GUIMARÃES, Eduardo. A língua portuguesa no Brasil. Ciência e Cultura vol. 57, nº 2, São Paulo Abril/Junho 2005. Disponível na internet em: http://cienciaecultura.bvs.br.

Documentário “Olhos Azuis”

2008 Outubro 18
por Adriana Costa

Janet Elliot: “Olhos Azuis”

Saiba mais sobre esta surpreendente mulher na página Frontline: A Class Divided (em inglês) ou na página oficial Jane Elliott (em Inglês). Seu método extremamente radical nos choca, contudo este não é o único caminho, mas é um caminho. Quantas vezes reforçamos a discriminação e o racismo com atitudes que julgamos inocentes?

Lembro-me de um filme em que uma garota negra foi estuprada e assassinada, nos Estados Unidos, por rapazes brancos. O pai da menina vinga-se cometendo outro crime: matando um dos garotos (se não me engano)… Mas quem vai a julgamento? o negro. O que me chamou a atenção no filme foi quando o advogado de defesa do pai da menina narra aos jurados o crime contra a menina negra e diz “agora imaginem que era uma menina branca”. Ou seja, a maioria das pessoas são mais sensíveis com o sofrimento “dos seus iguais”.

Nossa sociedade tão tecnologicamente evoluída ainda discrimina negros, homossexuais, mulheres e deficientes. Chamou-me muito a atenção quando Jane Elliott se refere à infantilização da mulher. Fiquei sem palavras.

O exercício de Jane é bem aplicado por ela mesma. Não acredito que eu poderia fazer igual, e poucos o conseguiriam com uma resposta positiva, embora esteja bem claro que a intenção é fazer cada um sentir na pele como é ser discriminado, não é apenas uma inversão de papéis, é um exercício de “não faça com os outros  o que você não quer que façam com você”.

Nós temos que encontrar nossos próprios, e mais brandos, métodos de neutralizar até mesmo nosso próprio comportamento diante de pessoas que julgamos diferentes, porque vários caminhos podem ser seguidos até que realmente vejamos que somos todos iguais.

“Quem tem olhos para ver, veja; quem tem ouvidos para ouvir, ouça.”

Cine Brasília e Faculdade Dulcina de Moraes: vítimas do descaso

2008 Outubro 14
por Adriana Costa
Foto: Cine Brasília - www.distritofederal.df.gov.br

Foto: Cine Brasília - www.distritofederal.df.gov.br

Brasília está vivendo um momento delicado de sua vida cultural, apesar dos grandes espetáculos apresentados no Centro Cultural Banco do Brasil e no Teatro Nacional, outros importantes ícones da nossa cultura candanga estão sendo tratados com descaso: O Cine Brasília e a Faculdade Dulcina de Moraes e seu teatro.

Em 2004 defendi, na UnB, uma dissertação sobre o Cine Brasília, único cinema público da cidade, quiçá do Brasil, patrimônio histórico e peça importante para o cinema nacional – nele acontece o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, o FBCB – contudo, já  se observava a maquiagem feita neste espaço para a realização do Festival e a desatenção durante o resto do ano. E agora, no último dia 5 de outubro a matéria de Maria Júlia Lledó para o “Hoje em Dia” mostra que a história ainda é a mesma, acredito que a situação esteja até pior. Segundo a matéria o Cine Brasília

“apresenta sérios problemas de infiltração, precárias instalações elétricas e, há quatro meses, tornou-se insalubre para os frenquentadores, que sofrem com a falta de ar-condicionado. Somado a este cenário, no final de setembro, outro episódio revelou a fragilidade do Cine Brasília. No último grande evento sediado no local, o Festival do Cinema Europeu, um homem alcoolizado provocou algazarra durante a sessão das 21h, no segundo dia do evento.”

A reportagem revela ainda que a Associação dos Amigos do Cine Brasília conseguiu mais de 200 assinaturas de freqüentadores, por meio de um abaixo-assinado que começou a circular no dia 28 de setembro, reivindicando melhorias junto à Secretaria de Cultura. Esta propõe, não só para o Cine Brasília, mas para outros equipamentos de cultura e lazer da cidade uma gestão por Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP), dentre outras resoluções.

Outro patrimônio cultural com problemas é a Faculdade Dulcina de Moraes que ameaça fechar suas portas por falta de recursos. Alunos fizeram tímidas manifestações na semana passada exigindo prestação de contas.

As propostas só aparecem quando os problemas são noticiados, mas os brasilienses já esperam há muito tempo por soluções.

Círio de Nazaré

2008 Outubro 12
por Adriana Costa

Traslado

Traslado

Belém hoje está pequena para tantos romeiros, para tamanha fé que toma forma de massa humana no círio de Nossa Senhora de Nazaré. As casas desde a manhã encontram-se quase totalmente vazias: Belém está nas ruas dando vida a uma das mais bonitas manifestações religiosas do Brasil.

O segundo domingo de Outubro é tão, ou até mais, importante que o Natal para os belemenses. Esta tradição é reverenciada com a procisão e o “almoço do Círio”, em que pratos típicos são compartilhados por familiares e amigos, assim como com turistas de todas as regiões do Brasil e do mundo.

A procissão segue debaixo de sol escaldante, amenizado pelas avenidas margeadas de mangueiras e pela solidariedade dos que levam água fresca aos romeiros. No almoço tem vatapá, maniçoba, pato no tucupi e demais delícias da culinária paraense. E as crianças também fazem a festa com os brinquedos de miriti típicos da região.

A beleza desta festa religiosa começou ontem, com o traslado e procissão fluvial pela baía do Guajará. Durante o traslado fogos acompanham a passagem da imagem da santa emocionando a todos os presentes. Acompanhei o Círio todas as vezes em que estive em Belém nesta época, é impossível não se deixar contagiar pela emoção e pela fé que “move montanhas”.

Cirio de Nazaré - Praça da República

Círio de Nazaré - Praça da República

Para saber mais sobre o Círio de Nazaré acesse o site Círio de Nazaré.